Erik De Castro/Reuters
Erik De Castro/Reuters

Filipinas bloqueia acessos a cidade com medo de ataques do Estado Islâmico

Os confrontos entre militantes e governo mataram 100 pessoas em uma semana

O Estado de S. Paulo

29 Maio 2017 | 04h51

O governo das Filipinas decidiu bloquear a cidade de Iligan, nesta segunda-feira, com o temor de que militantes do grupo Estado Islâmico (EI) possam ter fugido para o local. A decisão do ocorre durante uma semana marcada por intensos confrontos entre o exército filipino e membros do grupo terrorista.

A cidade de Iligan, localizada ao sul da capital, Manila, tem sofrido com a chegada repentina de cidadãos fugidos de uma localidade vizinha, Marawi, foco da batalha entre membros do EI e as forças armadas filipinas. Segundo autoridades locais, a maioria dos 200 mil habitantes de Marawi já deixaram a cidade, grande parte delas a caminho de Iligan. O medo de que insurgentes do EI estejam infiltrados entre os emigrantes fez com que o governo decidisse pela restrição ao acesso de Iligan."Nós não queremos que o que está acontecendo em Marawi se espalhe sobre Iligan", afirmou o coronel do exército filipino Alex Aduca. A ilha de Mindanao, onde as cidades estão localizadas, está sob lei marcial desde a semana passada.

A batalha contra os militantes do EI nas Filipinas tem se mostrado como o maior desafio do governo do presidente Rodrigo Duterte, prestes a completar um ano no cargo. Em sete dias, 100 pessoas já morreram por causa dos confrontos, sendo 61 militantes, 20 membros das forças de segurança e 19 civis. O estopim das atuais agitações ocorreu na semana passada, com a tentativa fracassada do exércto em prender o líder do EI no país.

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