Filipinas captura líder de grupo ligado à Al-Qaeda

Autoridades Filipinas prenderam um dos fundadores do grupo Abu Sayyaf, ligado à Al-Qaeda, acusado de alguns dos maiores ataques terroristas na região, disseram neste domingo funcionários de segurança. Ustadz Ahmadsali Asmad Badron, também conhecido como Ammad ou Hamad Ustadz Idris, foi preso no sábado nas ilhas remotas de Tawi-Tawi, no sul das Filipinas.

PAULA MOURA - PAULA.MOURA@GRUPOESTADO.COM.BR, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 12h50

O chefe regional de investigação criminal da polícia, Edgar Danao, disse que Badron é um dos fundadores do Abu Sayyaf, criado no anos 90 com dinheiro do líder da Al-Qaeda Osama bin Laden. Com um de seus primos, Badron trabalhou com Galib Andang, chefe do Abu Sayyaf conhecido como "Comandante Robô", sob cuja liderança o grupo realizou um ataque num resort da Malásia em abril de 2000 e sequestrou dezenas de turistas estrangeiros.

O sequestro deu ao grupo notoriedade internacional após a libertação dos reféns em etapas com o pagamento de milhões de pesos depois do intermédio da Líbia, segundo autoridades. "Bradon estava entre os integrantes do grupo que fizeram milhões de pesos com resgates conseguidos em suas ações", disse Danao.

Operações com apoio dos Estados Unidos contra o Abu Sayyaf levaram à morte de líderes importantes, enquanto muitos outros, inclusive Andang, foram presos. Depois, ele foi morto numa tentativa de fuga em 2005.

Enquanto também fugia da polícia, Badron supostamente ajudou militantes estrangeiros de outro grupo terrorista local, o Jemaah Islamiyah (JI, na sigla em inglês), a se esconderem no sul das Filipinas. O JI é acusado de uma série de ataques na Indonésia, inclusive a explosão de bombas num resort em Bali que matou 202 em 2002, a maioria turistas estrangeiros.

A prisão de Badron ocorreu quando soldados procuravam outra unidade do Abu Sayyaf na ilha de Basilan após confrontos que deixaram pelo menos 10 soldados mortos na semana passada. Enquanto o governo afirma que o grupo não tem mais força, especialistas consideram que o Abu Sayyaf continua entrincheirado nas selvas do sul do país, dividido em unidades menores. As informações são da Associated Press.

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