Filipinas confirma morte de terrorista procurado pelos EUA

As autoridades filipinas confirmaram nesta quarta-feira a morte de Abu Solaiman, um dos chefes do grupo radical Abu Sayyaf, organização supostamente ligada à rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, e conhecida pelos seqüestros que realiza. O grupo foi culpado recentemente pelo assassinato dois turistas americanos.Abu Solaiman, cujo nome real era Jainal Antel Sali, havia sido ferido na terça-feira, durante um ataque do Exército a um acampamento fortificado do grupo radical. O confronto aconteceu nas montanhas da ilha de Jolo, cerca de mil quilômetros ao sul de Manila. As tropas também encontraram o corpo de outro extremista.Segundo o porta-voz do Comando de Mindanao Ocidental, comandante Eugene Batara, o corpo de Abu Solaiman foi achado durante operações de perseguição do Exército. Após um combate de cerca de duas horas, um grupo de aproximadamente 60 extremistas havia fugido do acampamento.No campo, fortificado com 17 búnqueres, as tropas encontraram também material para a fabricação de explosivos. Segundo Batara, "os restos de Abu Solaiman se encontram agora no quartel-general da 104ª Brigada do Exército, em Jolo".ProcuradoO comandante da Abu Sayyaf era um dos terroristas procurados pelos Estados Unidos, acusado do assassinato de dois americanos após o seqüestro de 20 pessoas na ilha filipina de Palawan, em 2001.Segundo os militares filipinos, Abu Solaiman é suspeito de, em maio de 2001, seqüestrar três americanos, dois missionários e 18 turistas. Em junho do mesmo ano, ele é acusado de seqüestrar outros 200 civis na cidade de Lamitan.Além disso, Solaiman também é acusado de ataques com bombas na cidade de Zamboanga em outubro de 2002, no aeroporto próximo à província de Maguindanao em março de 2004 e em um restaurante Chinês, também em Zamboanga, em agosto de 2005.Solaiman era um dos últimos líderes do Abu Sayyaf em Jolo. Ainda restariam Jadafi Janjalani, cuja suposta morte está sendo investigada, e Isnilon Hapilon. As recompensas pela captura dos dois, oferecidas pelo Departamento de Estado americano, chegam a US$ 5 milhões.Militares e a polícia filipina atribuem também a Abu Solaiman o planejamento do atentado contra o navio SuperFerry na baía de Manila, que deixou um saldo de mais de 100 passageiros mortos e desaparecidos.O grupo muçulmano Abu Sayyaf é uma das duas milícias rebeldes que lutam por um Estado islâmico no sul das Filipinas, majoritariamante um país cristão.

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