Filipinas criam comissão para investigar onda de assassinatos

A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, anunciou nesta segunda-feira a criação de uma comissão independente que investigará a onda de assassinatos de militantes esquerdistas e jornalistas no país.A governante assegurou que os membros da comissão terão "um papel fundamental de colocar os assassinos na prisão e acabar com este ciclo de violência de uma vez por todas"."Que seja o senhor um jornalista ou um ativista político da esquerda ou da direita, é obrigação do Governo e, com efeito, de toda a nação proteger os direitos e as liberdades de cada cidadão", manifestou a presidente.Macapagal Arroyo fez o anúncio da criação dessa comissão durante uma cerimônia que lembrou o 23º aniversário do assassinato do senador Benigno Aquino, cuja morte em 1983 foi atribuída a ordens do ex-presidente Ferdinand Marcos. A presidente filipina se encontra submetida a uma forte pressão interna e por parte de organizações internacionais, como a Anistia Internacional (AI), os Repórteres sem Fronteiras e o Comitê para a Proteção de Jornalistas para que acabe com esta onda de violência. A AI declarou na semana passada que o Governo filipino deixou de proteger os seus cidadãos e seus direitos humanos, destacando que o número de assassinatos de caráter político nas Filipinas aumentou pelo segundo ano consecutivo, com 51 mortes entre janeiro e junho de 2006, contra 66 em todo o ano passado.Segundo dados da organização em defesa de Direitos Humanos Karapatan, já são 728 o número de vítimas de assassinatos políticos no país, desde que Macapagal Arroyo assumiu a Presidência, em janeiro de 2001.Em junho, a presidente filipina ordenou o desembolso de US$ 18,85 milhões para a aquisição de helicópteros de combate e outros materiais bélicos, que visam a acabar com a rebelião comunista no país.A esquerda denuncia que o Exército se dedica a eliminar ativistas que não estão relacionados com a guerrilha.

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