Filipinas: dois mortos em combate entre radicais e soldados

Dois supostos membros do grupo Abu Sayyaf, ligado à Al Qaeda, morreram, enquanto outros três extremistas e um soldado ficaram feridos em um tiroteio na ilha filipina de Jolo, informaram neste domingo fontes militares.O enfrentamento aconteceu nas selvas próximas à localidade de Indanan, cerca de 990 quilômetros ao sul de Manila, diante de novas operações militares destinadas a eliminar o Abu Sayyaf.O chefe de Estado-Maior das forças armadas, general Hermogenes Esperon, ordenou às tropas em Jolo que acabassem com o Abu Sayyaf antes de 14 de março.Segundo o general Ruperto Pabustan, no comando do Grupo Combinado de Operações Especiais, o tiroteio contra o grupo do Abu Sayyaf supostamente liderado por Umbra Jumdail, conhecido como Abu Pula, começou por volta das 13h30 (02h30 de sábado em Brasília) e durou aproximadamente três horas."O combate durou até as 16h (05h em Brasília) do sábado, até que os inimigos escapassem se dividindo em vários grupos, uma tática usual para dividir a atenção das tropas", disse Pabustan.Uma unidade "Ranger" do Exército passou dias rastreando os extremistas e os encontrou nas proximidades do distrito de Marang, o que originou o combate, explicou Pabustan.O tiroteio aconteceu nas cercanias de um posto da Frente Moura de Libertação Nacional (FMLN), grupo que assinou a paz com o Governo em 1998. Segundo Pabustan, os comandantes da unidade "Ranger" coordenaram seu ataque com representantes do FMLN para cooperar na luta contra os terroristas.O comando militar acrescentou que o Abu Sayyaf segue uma tática que tenta atrair os militares a zonas controladas pelo FMLN para provocar um incidente entre as tropas e os antigos separatistas. O Exército aumentou o número de efetivos em Jolo para acabar com os remanescentes do Abu Sayyaf, que, acredita-se, deram refúgio a dois terroristas do Jemaah Islamiya, Dulmatin e Umar Patek, relacionados com os atentados em Bali em 2002, que causaram 202 mortes.

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