Filipinas e EUA acertam regras para exercícios militares

As Filipinas e os Estados Unidos aprovaram hoje regras para um controverso exercício militar conjunto que tem como objetivo melhorar a capacidade militar filipina em sua luta contra o terrorismo. O vice-presidente filipino, Teofisto Guingona, anunciou hoje o acordo, que, entre outros pontos, proíbe a participação de tropas norte-americanas em combates diretos.Os termos se referem à operação "Balikatan" - que significa "ombro a ombro" -, destinada a eliminar o grupo extremista islâmico Abu Sayyaf, que tem ligações com a rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden. Segundo Guingona, ambos os lados concordaram que os exercícios não resultarão na escalada de "outros conflitos" na região sulista de Mindanao ou na interrupção das conversações de paz com outros grupos separatistas muçulmanos e rebeldes comunistas.Os exercícios envolverão 660 soldados norte-americanos - 160 deles das forças especiais -, que terão permissão para observar tropas filipinas em zonas de combate na ilha de Basilan, onde o Abu Sayyaf está mantendo no cativeiro os missionários Martin e Gracia Burnham, da cidade de Wichita, Estado de Kansas, e a enfermeira filipina Deborah Yap.Leia o especial

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