Forças Armadas das Filipinas/ AFP-Reprodução
Forças Armadas das Filipinas/ AFP-Reprodução

Filipinas eleva alerta por terrorismo em todo país após atentado a igreja

Catedral foi atingida por duas explosões que deixaram ao menos 20 mortos; Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 05h03

MANILA - A polícia da Filipinas elevou nesta segunda-feira, 28, o alerta por terrorismo em todo o país após o ataque no domingo em Jolo, no sul, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), e que deixou 20 mortos e 100 feridos.

Duas bombas explodiram com 15 segundos de diferença durante a missa dominical no interior e no exterior da catedral de Jolo, capital da província de Sulu, na região de maioria muçulmana do sul do país.

"A ordem garantirá que não sejam realizados planos similares de grupos terroristas em outras regiões", disse em entrevista em Jolo o diretor-geral da polícia, Oscar Albayalde.

Isso significa que a polícia aumentará os pontos de controle e submeterá a uma maior vigilância a proibição de usar armas de fogo durante o período eleitoral, que terminará com os pleitos legislativos e municipais de 13 de maio.

Albayalde também informou que foi ordenado o fechamento de Jolo e há restrição de movimentos na cidade, como estratégia para cercar os responsáveis do atentado, ao mesmo tempo em que foi reforçado o desdobramento de agentes da polícia, das Forças Armadas e das Forças Especiais no terreno.

O EI reivindicou a autoria do ataque em comunicado nas redes sociais, embora as autoridades filipinas tenham dito que ainda não descartam nenhum grupo como possível responsável enquanto continua a investigação.

Albayalde explicou que serão analisados os fragmentos dos explosivos para ajudar na identificação dos autores, já que as autoridades acreditam que foram utilizados telefones celulares para detonar as bombas.

A polícia analisa as gravações de vídeo das imediações da catedral, nas quais aparentemente está "Kamah", conhecido como irmão de um líder regional do grupo Abu Sayyaf - leal ao EI - morto em combate e especialista na fabricação de bombas. /EFE

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