Filipinas espera alcançar paz com guerrilha comunista em 18 meses

Espera-se que este acordo represente o fim das hostilidades do Novo Exército do Povo (NEP), braço armado do ilegal Partido Comunista das Filipinas; próximo passo será abordar questões sobre mudanças econômicas, políticos e sociais

Efe,

22 de fevereiro de 2011 | 04h21

MANILA - O governo das Filipinas e os rebeldes comunistas esperam chegar à paz dentro de 18 meses, após duas semanas de negociações em Oslo, informou um comunicado oficial.

 

"As duas partes expressaram sua satisfação pelos avanços obtidos na primeira rodada de conversas formais", indicou a nota emitida na noite de segunda-feira por Manila.

 

Espera-se que este acordo represente o fim das hostilidades do Novo Exército do Povo (NEP), braço armado do ilegal Partido Comunista das Filipinas, um conflito que deixou dezenas de milhares de mortos desde 1969.

 

O próximo passo será abordar questões relativas a mudanças econômicas, políticos e sociais mediante pequenos grupos de trabalho, com especial insistência na reforma agrária reivindicada pelos insurgentes e na libertação de 14 líderes guerrilheiros, exigida pelo NEP.

 

As conversas de paz foram retomadas há duas semanas após serem suspensas em 2004, quando o Executivo conseguiu que a guerrilha e sua plataforma política fossem incluídas nas listas de grupos terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia.

 

O NEP mantém desde sua fundação, em 1969, um conflito armado que causa mortes quase diariamente.

 

Suas fileiras são compostas sobretudo por camponeses, dispõe de 7.200 combatentes regulares e atua em 69 das 81 províncias filipinas.

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