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Filipinas: ex-presidente é acusada de fraudar eleições

Delito pode levar Arroyo, de 64 anos, a permanecer o resto de sua vida na prisão

Agência Estado

18 de novembro de 2011 | 04h59

MANILA - A ex-presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, foi acusada nesta sexta-feira, 18, de manipular os resultados das eleições de 2007, disseram oficiais do país, um delito que pode levar Arroyo, de 64 anos, a permanecer o resto de sua vida na prisão. Ela teria feito adulterações em larga escala nos votos.

O processo instaurado pela Comissão Eleitoral coroou uma semana tumultuada na política filipina. A ex-presidente tentou deixar o país alegando necessidade urgente de cuidados médicos, mas foi barrada por agentes do governo no aeroporto de Manila. "Acabamos de receber os resultados da investigação e vimos que eles são suficientes para a abertura do processo", disse o porta-voz da comissão, James Jimenez. Ele afirmou que os réus acusados de promover fraude eleitoral não poderão pagar fiança, e há a possibilidade de serem presos durante o julgamento.

Não há, contudo, qualquer ordem imediata do Tribunal de Manila para prender Arroyo, que permanece no hospital para tratar de uma doença, que, segundo ela, é rara e atinge os ossos, requerendo cuidados especiais no exterior.

 

As informações são da Dow Jones.

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