Filipinas: nova tentativa de golpe é controlada

Forças de segurança usaram, no começo desta terça-feira, tiros de advertência, bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água para conter os manifestantes que apóiam o ex-presidente Joseph Estrada, que rumavam ao palácio do governo para pedir a renúncia da presidente Gloria Macapagal Arroyo. Pelo menos quatro pessoas morreram nos confrontos.Essa é a segunda vez que a presidente Gloria Arroyo consegue evitar um golpe de manifestantes que querem tomar o poder e reconduzir Estrada, que está preso e é acusado de corrupção. "O vandalismo, saque e as mortes são resultado do trabalho desses políticos", disse Arroyo. "Eles devem ser culpados. Está claro que o objetivo deles é derrubar o governo legítimo, assim eles podem estabelecer uma junta própria."Dois policiais morreram no confronto e boa parte dos manifestantes, que tentava avançar pela linha de proteção feita pela polícia, ficou ferida. Um outro policial, que já estava ferido, foi apedrejado, mas não morreu. Um manifestante foi baleado no rosto. Os oficiais filipinos não deram detalhes sobre a quarta morte registrada.Os manifestantes jogou um caminhão de descarga contra uma barreira formada pela polícia de choque. Eles chegaram até os portões do palácio do governo e começaram a arremessar pedras contra o prédio. A polícia precisou usar gás lacrimogêneo e canhões de água para conter a manifestação.Mesmo assim, o protesto não terminou e muitas pessoas permaneceram nos arredores do palácio, o que levou a tropa de choque a afastar os manifestantes com tiros de advertência. A polícia prendeu várias pessoas, algumas feridas.As manifestações nas Filipinas se intensificaram na quarta-feira passada, quando o ex-presidente Joseph Estrada foi preso. Ele é acusado de ter enriquecido ilegalmente. Por causa da tensão política, Estrada foi transferido para um centro de detenção especial em Santa Rosa, 60 quilômetros ao sul de Manila.

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