Filipinas: questão logística atrapalha entrega de ajuda

A ajuda humanitária tem demorado para chegar aos 545 mil desabrigados pelo tufão Haiyan, que atingiu várias ilhas do leste das Filipinas na última sexta-feira. A maior parte dos danos ocorreu na província de Leyte, sua capital Tacloban, e na ilha de Samar.

Agência Estado

14 de novembro de 2013 | 10h13

Valerie Amos, subsecretaria-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, sobrevoou Tacloban na quarta-feira e disse que a prioridade imediata das agências humanitárias nos próximos dias é transportar e distribuir biscoitos de alto valor energético e outros alimentos, lonas, barracas, água potável e serviços e saneamento básico.

O administrador da cidade de Tacloban, Tecson Lim, disse que 70% da cidade, que tem 220 mil habitantes, precisa de assistência emergencial e que apenas 70 dos 2.700 funcionários públicos municipais apareceram para trabalhar.

Ele também concorda com a estimativa anterior de que 10 mil pessoas morreram em Tacloban, embora o presidente Benigno Aquino III tenha dito que o número final seria de 2.500.

A ajuda humanitária chega tanto do governo filipino quanto de outros países. A maior parte desse material está parado em Manila e no aeroporto de Cebu, por causa dos danos no aeroporto de Tacloban. Parte desse material, que inclui alimentos, água e suprimentos médicos dos Estados Unidos, Malásia e Cingapura, está em Tacloban e permanece em paletes na pista do aeroporto.

Amos disse que em razão da fala de combustível em Tacloban, poucos caminhões conseguem transportar a ajuda do aeroporto para a cidade. O clima ainda é um desafio, já que há frequentes chuvas. A boa notícia é que os escombros que estavam na estrada que leva ao aeroporto foram retirados, disse ela.

Na quarta-feira, o Programa Mundial de Alimentos da ONU distribuiu arroz e outros itens para cerca de 50 mil pessoas na região de Tacloban. Cerca de 10 toneladas de biscoitos altamente energéticos também foram entregues na cidade na quarta-feira e outras 25 toneladas estão a caminho.

O secretário de Energia das Filipinas, Jericho Petilla, disse que pode levar seis semanas até que as primeiras cidades atingidas pelo tufão tenham o abastecimento de eletricidade retomado. Segundo ele, em Tacloban, a ordem precisa ser restabelecida "porque se não houve ordem e paz, é difícil reinstalar os postos de energia". Fonte: Associated Press.

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