REUTERS/Romeo Ranoco
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Filipinas registra casos de violência com ao menos 10 mortos em dia de eleições

Incidentes violentos são comuns durante períodos eleitorais no país, especialmente em regiões onde há lutas entre diferentes clãs familiares

O Estado de S. Paulo

09 Maio 2016 | 08h33

MANILA - Pelo menos 10 pessoas morreram e 3 ficaram feridas em 22 casos de violência nesta segunda-feira, 9, em razão das eleições gerais realizadas nas Filipinas, segundo fontes militares.

Os incidentes aconteceram entre a meia-noite e às 14h locais (3h em Brasília), segundo o porta-voz das Forças Armadas das Filipinas, o general-de-brigada Restituto Padilla, citado pela rede de televisão GMA.

Sete pessoas morreram e outra ficou ferida em uma emboscada em Rosário, na província de Cavite, ao sul de Manila, horas antes da abertura dos colégios eleitorais. As vítimas estavam em um veículo 4x4 e em duas motos quando foram baleadas por um grupo de homens armados.

Rosário foi uma das cidades em que a segurança foi reforçada em razão da intensa rivalidade política entre os candidatos locais.

A maioria dos casos de violência, no entanto, aconteceram na ilha de Mindanao, a maior e principal do sul das Filipinas, segundo Padilla, com emboscadas, disparos indiscriminados, incêndios e três explosões.

Os incidentes violentos durante os períodos eleitorais nas Filipinas são frequentes, especialmente nas províncias onde há lutas entre os diferentes clãs familiares. Por isso, durante os períodos eleitorais as autoridades proíbem os cidadãos de portar armas de fogo em lugares públicos.

Segundo a polícia, 16 pessoas morreram e 9 ficaram feridas em incidentes relacionados às eleições gerais desde 10 de janeiro até 8 de maio.

Os 54,3 milhões de eleitores filipinos escolherão o próximo presidente, vice-presidente, senadores, congressistas e 18 mil cargos dos governos provinciais e locais.

Resultados. Cálculos ainda não oficiais mostram o candidato Rodrigo Duterte liderando a votação após a apuração de 35% dos votos. O prefeito de Davao conta com 6,2 milhões de votos, seguido por Grace Poe, com 3,6 milhões, e Manuel Roxas, com 3,45 milhões, informou o Conselho Pastoral Paroquial de Voto Responsável (PPCRV, na sigla oficial).

O PPCRV é um órgão não oficial de estimativa de votos credenciado pela comissão eleitoral. /EFE e Reuters

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