Filipinas retiram chefe da missão no Iraque

As Filipinas retiraram o chefe de sua missão humanitária no Iraque e mais dez soldados de seu contingente de 51, atendendo à exigência dos seqüestradores do motorista filipino Angelo de la Cruz. Outros oito soldados já haviam partido na quarta-feira e o país se compromete a remover todo o grupo "o mais depressa possível". A guerrilha ameaça decapitar De la Cruz se o contingente não sair até o fim do mês.Em termos militares, a decisão filipina tem pouco impacto sobre as forças de ocupação lideradas pelos EUA no Iraque, que totalizam 160 mil soldados. Mas, no âmbito político, a saída das tropas de um país aliado, sob pressão dos extremistas, preocupa os americanos, que temem que outros façam o mesmo. Segundo o jornal The Washington Post, Tailândia, Noruega, Nova Zelândia e Estônia estão a ponto de retirar suas tropas, ou estudam fazê-lo.A Tailândia já avisou que concluirá a remoção em setembro, quando termina seu compromisso com a coalizão. Mas o jornal diz que outros seis países pensam em aumentar seu efetivo (Ucrânia, Coréia do Sul, Austrália, Geórgia, Azerbaijão e Albânia).

Agencia Estado,

16 de julho de 2004 | 18h58

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