Filipinas se prepara para chegada de tufão Haiyan

Milhares de pessoas deixaram vilas da região central das Filipinas nesta quinta-feira, antes da passagem do tufão Haiyan, que deve ser um dos mais fortes a atingir a área neste ano. Haiyan tem ventos máximos sustentados de 215 quilômetros por hora e rajadas de vento de 250 quilômetros por hora. O sistema pode ganhar força sobre o oceano Pacífico antes de atingir a província de Samar, no leste, na manhã de sexta-feira, informaram meteorologistas do governo.

Agência Estado

07 de novembro de 2013 | 14h48

O Centro Conjunto de Alerta da Marinha dos Estados Unidos, no Havaí, disse que este é o ciclone tropical mais forte no mundo neste ano, embora o ciclone Phailin, que atingiu o leste da Índia em 12 de outubro tenha registrado ventos de 222 quilômetros por hora.

O presidente Benigno Aquino III advertiu as pessoas a deixarem áreas de alto risco, o que inclui 100 comunidades costeiras onde meteorologistas disseram que as águas podem subir a até 7 metros de altura. Ele também pediu que os marinheiros fiquem longe do mar agitado.

Aquino pediu que as pessoas fiquem calmas e evitem compras apressadas de bens básicos e garantiu à população preparativos semelhantes ao de uma guerra. Três aviões de carga C-130 e 32 helicópteros e aviões militares estão de prontidão, além de 20 navios da Marinha.

"Nenhum tufão pode colocar os filipinos de joelhos se eles estiverem unidos", disse ele em discurso transmitido em rede nacional.

Governadores e prefeitos supervisionavam a retirada de pessoas de áreas que onde podem ocorrer deslizamentos de terra em várias províncias onde o tufão deve passar, informou Eduardo del Rosario, chefe da principal agência de resposta a desastres do governo.

Tropas do Exército ajudavam a transportar alimentos e outros materiais em comunidades difíceis de chegar e helicópteros de resgate estavam de prontidão, informou o Exército.

A previsão é que Haiyan passe pela região central do país na sexta-feira e no sábado, antes de seguir em direção ao mar da China Meridional no final de semana, dirigindo-se para o Vietnã.

O sistema não deve atingir diretamente a densamente povoada capital do país, Manila, que fica mais ao norte. Apesar disso, moradores de regiões propensas a sofrer inundações estão nervosos. Um subúrbio da capital suspendeu as aulas e autoridades ordenaram que gigantescas lonas usadas em publicidade sejam removidas ao longo da principal rodovia da região. Fonte: Associated Press.

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