Filipinas tentam reparar danos causados pelo tufão Durian

Soldados e equipes de resgate continuam trabalhando na província de Albay, no leste das Filipinas, para reparar os danos causados pelo tufão "Durian", que deixou 469 mortos e desaparecidos, informaram neste sábado fontes oficiais.Equipes do Exército e da Polícia uniram seus esforços para tentar salvar possíveis sobreviventes nas áreas mais afetadas pela enxurrada de barro de quinta-feira na província, 350 quilômetros a sudeste de Manila."Pouco a pouco a ajuda está chegando às áreas de acesso mais difícil por causa das inundações e deslizamentos", informou o governador de Albay, Fernando González."No entanto, a situação piora porque os mantimentos estão se esgotando. Precisamos de mais alimentos e roupas para os desabrigados", acrescentou.González acrescentou que toda a província continua sem energia elétrica. O deslizamento de terra soterrou pelo menos seis aldeias vizinhas ao vulcão Mayon. Mais equipes de salvamento devem chegar à região, após o desbloqueio de várias estradas de acesso."Durian" já provocou prejuízos avaliados em cerca de US$ 5,6 milhões ao setor agrícola e às infra-estruturas do país. O Governo de Manila liberou uma verba de US$ 20 milhões para as operações de resgate e assistência humanitária.A catástrofe natural atraiu a solidariedade internacional. A Espanha enviou uma equipe de bombeiros com cães adestrados, a qual deve chegar neste domingo com uma tonelada de suprimentos. A carga inclui remédios e um hospital de campanha.O Governo do Japão anunciou que enviará ao país uma ajuda de emergência de US$ 175 mil. O Papa Bento XVI anunciou que lamenta a "trágica perda de vidas" nas Filipinas e pediu para os parentes das vítimas "a força e o consolo divinos".De acordo com a agência meteorológica Pagasa, o ciclone tropical segue para o oeste do país, a 15 km/h. Segundo o meteorologista Nelson Echevarria, no domingo o "Durian" deverá estar 720 quilômetros a oeste de Manila.

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