AFP PHOTO / PHILIPPE LOPEZ
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Fillon anuncia que não irá se retirar da corrida presidencial

Candidato conservador informou que foi chamado para comparecer perante um juiz pelas acusações de supostos empregos fictícios de sua mulher e filhos

O Estado de S.Paulo

01 de março de 2017 | 10h20

PARIS - O candidato conservador às eleições presidenciais da França, François Fillon, anunciou nesta quarta-feira, 1.º, que foi chamado para comparecer perante um juiz no dia 15 de março "a fim de ser acusado" pelo caso de supostos empregos fictícios. Ele também anunciou que não vai se retirar da corrida eleitoral porque "só o sufrágio universal e não um processo judicial" pode decidir quem será o próximo chefe do Estado francês.

"Meu advogado foi informado de que serei convocado no dia 15 de março pelos juízes de instrução para ser acusado", afirmou Fillon, em declarações no comitê eleitoral em Paris. "Não reconheço os fatos. Não me apropriei de fundos públicos", reiterou, alegando que contratou sua mulher e dois de seus filhos como assessores "porque sabia que podia confiar neles".

Em pronunciamento na sede de sua campanha, Fillon afirmou que vai seguir em frente após uma manhã de especulações sobre uma possível saída da corrida presidencial após sua decisão de adiar a visita a uma exposição agropecuária de Paris.

Pesquisas de opinião continuam indicando que ele perderia a eleição. As enquetes mostram o centrista Emmanuel Macron consolidando sua posição como favorito, e colocam a líder da extrema direita, Marine Le Pen, entre os principais candidatos.

Fillon revelou que os magistrados indicados para a investigação na semana passada planejam colocá-lo sob investigação formal, e denunciou o processo como um "assassinato político", mas disse que irá cooperar e se apresentar, como pedido. "Não vou me render, não vou desistir, não vou renunciar, irei lutar até o fim", disse Fillon.

Há semanas a campanha do candidato vem sendo alvo de alegações de que ele usou dinheiro público para pagar milhares de euros para sua mulher, Penelope, atuar como sua assessora parlamentar, mas que ela, na verdade, trabalhou muito pouco. Ele nega qualquer irregularidade e afirma tê-la empregado correta.

A investigação de Fillon e sua mulher perturbou os investidores, que temem que os problemas de campanha do conservador tenha dado a Le Pen, da Frente Nacional, uma chance maior de conquistar a presidência. Contudo, pesquisas de opinião levam a crer que ela perderá o segundo turno para Emmanuel Macron. / REUTERS e EFE

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