Filme 'anti-Maomé' causa ataques a representações dos EUA

Violência na Líbia e no Egito seria reação a trailer de produção de baixo orçamento feita na Califórnia.

BBC Brasil, BBC

12 de setembro de 2012 | 06h30

Um funcionário do Departamento de Estado americano foi morto e pelo menos outro foi ferido quando militantes destruíram o consulado dos Estados Unidos na cidade de Benghazi, na Líbia. Homens armados não-identificados invadiram o prédio atirando e jogando bombas, antes de atear fogo na representação diplomática.

O norte-americano morto ainda não foi identificado.

O ataque teria sido uma consequência da onda indignação que tem varrido vários países islâmicos por causa da circulação pela internet de um trailer de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou o ataque.

"Os Estados Unidos lamentam qualquer esforço para denegrir crenças religiosas, mas deixe-me ser clara: nunca há qualquer justificativa para atos violentos como este", disse ela em um comunicado.

O ministro do interior da Líbia, Wanis al-Sharif, deu mais detalhes do ataque à agência de notícias AFP: "Um funcionário americano foi morto e outro foi ferido na mão. Os outros funcionários foram evacuados do prédio em segurança" .

Violência no Egito

A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada nesta terça-feira.

No início do dia, manifestantes atacaram a embaixada americana no Cairo, também por causa do filme. Eles rasgaram a bandeira americana, que estava a meio mastro por causa do 11 de Setembro, e colocaram cartazes islâmicos no lugar.

Os manifestantes egípcios condenaram o que chamaram de humilhação do profeta sob o pretexto de liberdade de expressão.

O vídeo teria sido produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo.

Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã.

Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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