Inti Ocon / AFP
Inti Ocon / AFP

Fim de ajuda chavista prejudicou economia da Nicarágua

Sem os recursos venezuelanos, Daniel Ortega passou a ter dificuldades para manter os programas de seus primeiros anos de mandato

Luiz Raatz, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2018 | 05h00

Com uma economia relativamente pequena e centrada basicamente na plantação de café e no turismo, a Nicarágua dependeu de subsídios externos nos dois períodos de governo sandinista. Se na década de 1980, a União Soviética era a principal parceira de Daniel Ortega, a partir de 2007 esse papel coube à Venezuela.

Com a crise venezuelana, que se agravou a partir de 2014, as remessas chavistas para Manágua começaram a cair vertiginosamente (mais informações nesta página), o que prejudicou as contas públicas, até então cuidadosamente equilibradas. 

“Os sandinistas aprenderam no seu primeiro governo como não governar o país. Na volta de Ortega, ele forjou uma aliança com setores privados e investiu em programas sociais e infraestrutura”, diz o professor da Incae de Manágua Arturo Cruz. 

Segundo o analista, sem os recursos venezuelanos, Ortega passou a ter dificuldades para manter os programas de seus primeiros anos de mandato. Em paralelo, a demanda da população por bons serviços públicos aumentou. “A resposta a isso foi um estado policial repressivo”,conclui. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.