Fim de sanções à Coréia do Norte levará tempo, dizem EUA

A suspensão das sanções contra a Coréia do Norte vai demorar e exigirá que Pyongyang cumpra sua parte no acordo de fevereiro sobre seu desarmamento nuclear, disse na sexta-feira, 2, o subsecretário norte-americano de Estado, John Negroponte. O acordo prevê, por um lado, a desativação do principal reator nuclear norte-coreano e inspeções internacionais, e por outro estipula concessões dos Estados Unidos, que se comprometem a resolver dentro de 30 dias uma disputa sobre as contas congeladas da Coréia do Norte em Macau e a analisar a possibilidade de retirar o regime comunista da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. O diplomata norte-coreano Kim Kye-gwan vai na próxima semana a Washington para discutir a normalização das relações com os EUA, o que também é parte do acordo de 13 de fevereiro. "Quando se trata de questões como a suspensão de sanções ou tirar a Coréia do Norte da lista de patrocinadores do terrorismo, são questões que simplesmente decidimos começar a discutir como parte do processo lançado por este acordo inicial de ações", disse Negroponte em entrevista coletiva em Tóquio. Ele acrescentou que o processo vai demorar, mas não forneceu um cronograma específico. "Achamos que há muitos outros aspectos da obediência a este acordo que teriam de avançar substancialmente antes que se possa esperar um movimento significativo em uma questão como a remoção das sanções ou a retirada da lista (de patrocinadores do terrorismo)", afirmou. Acordo O acordo fechado em Pequim envolveu EUA, Japão, Rússia, China e as duas Coréias, após quase uma semana de negociações. Mas isso é considerado só o ponto de partida para localizar e desmantelar os projetos nucleares da Coréia do Norte. Pyongyang diz que a melhoria das relações com Tóquio e Washington é um pré-requisito para o fim do seu programa de armas nucleares, que alega ser com propósitos defensivos. A Coréia do Norte passou vários meses afastada das negociações multilaterais em reação às sanções financeiras dos EUA contra crimes supostamente cometidos pelo regime comunista, como falsificação de divisas e lavagem de dinheiro. Na semana que vem, representantes da Coréia do Norte e do Japão começam a discutir no Vietnã a normalização das suas relações. Em sua primeira viagem à Ásia desde que assumiu o cargo, em fevereiro, Negroponte se reuniu com várias autoridades em Tóquio, inclusive o chanceler Taro Aso. Em seguida, o norte-americano embarca para China e Coréia do Sul.

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