''Fim do regime só com prisão de Kadafi'', diz CNT

ENVIADO ESPECIAL / TRÍPOLI - Em sua primeira entrevista coletiva em Trípoli, o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mahmud Jibril, disse ontem que o regime de Muamar Kadafi não estará terminado enquanto não ocorrer a "captura ou eliminação" do ditador. "Nosso maior desafio ainda está diante de nós", disse Jibril, pedindo união nacional para a reconstrução da Líbia.

Lourival Sant?Anna, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2011 | 00h00

 

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O chefe do governo transitório colocou-se contra a perseguição das pessoas associadas ao antigo regime: "A escolha que os líbios têm diante de si é agir contra aqueles que moldaram nosso passado ou construir um novo futuro para si mesmos e para as próximas gerações".

Depois de seis meses de guerra civil, o CNT tem tentado evitar mais banho de sangue, negociando a rendição das forças leais a Kadafi em Bani Walid e Sirte - a primeira, reduto da tribo warfallah, que apoia o coronel, e a segunda, cidade natal do ditador líbio.

O prazo dado pelo CNT para as forças pró-Kadafi se renderem vence amanhã. Mas, sublinhando as dificuldades apontadas por Jibril, os combatentes leais a Kadafi dispararam ontem foguetes de Bani Walid contra as posições das forças do CNT, que cercam a cidade.

Em gravação de áudio transmitida na noite de quarta-feira pela emissora de TV Al-Rai, do partido governante sírio, Kadafi garantiu que continua na Líbia e "jamais deixará a terra de seus ancestrais", afastando rumores de que teria ou estaria tentando fugir para o Níger. "Só lhes resta (aos rebeldes) a guerra psicológica e as mentiras", disse Kadafi.

Em tom desafiante, o ditador disse que seus partidários estão "prontos para ampliar os ataques contra os ratos em Trípoli e em todos os lugares, para eliminar os mercenários".

A Corte Internacional de Justiça encaminhou à Interpol mandado de prisão contra Kadafi, seu filho Seif al-Islam e o seu cunhado e chefe do serviço secreto, Abdullah Sanussi. Os três são acusados de crime contra a humanidade por causa da repressão aos protestos na Líbia.

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