Fim do terror depende da questão palestina, diz Mubarak

O terrorismo só terá um fim depois que uma solução pacífica para os problemas palestinos for encontrada, afirmou o presidente do Egito, Hosni Mubarak. O líder egípcio, em um discurso a clérigos muçulmanos transmitido pela televisão, também disse que a luta palestina contra Israel não deve ser considerada terrorismo, e declarou o Islã uma religião da paz. Os Estados Unidos acusaram extremistas islâmicos pelos ataques terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington. Os bombardeios retaliatórios liderados pelos norte-americanos no Afeganistão, país predominantemente muçulmano, geraram temores entre os islâmicos de que os ataques não passam de um disfarce para atingir a sua religião. Mubarak por várias vezes relacionou os ataques de 11 de setembro aos problemas no Oriente Médio, afirmando que a percepção de que os EUA favorecem Israel irrita os árabes, levando alguns a tomarem atitudes extremas. "Não podemos confundir violência com o Islã, e eu não vejo nenhuma conexão entre violência e o Islã", afirmou Mubarak para os clérigos na Universidade Al-Azhar, uma das mais respeitadas instituições do mundo muçulmano sunita. "Digo francamente a vocês que ninguém pode aceitar o que ocorreu em setembro ou aprovar o assassinato de pessoas inocentes", disse o líder egípcio. "A situação no Oriente Médio é algo mais", continuou. "As pessoas atingiram um tal grau de frustração e sensação de injustiça que levou a mais violência entre palestinos e israelenses". Segundo Mubarak, "a luta e as operações (palestinas) nas terras ocupadas não podem ser confundidas com terrorismo. Não podemos pôr um fim ao terrorismo sem resolver a questão palestina". Leia o especial

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