Lehtikuva/Vesa Moilanen via Reuters
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Finlandesa Sanna Marin assume como chefe de governo mais jovem do mundo

Criada por sua mãe e pela namorada, a primeira-ministra de 34 anos diz que sua 'família arco-íris' mostrou a ela a importância da 'igualdade e dos direitos humanos' 

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 17h12

HELSINQUE, FINLÂNDIA - A social-democrata Sanna Marin, de 34 anos, se tornou a mais jovem chefe de governo do mundo nesta terça-feira, 10. Ex-ministra dos Transportes, ela assume o comando de uma coalizão de cinco partidos, todos liderados por mulheres, quatro delas com menos de 35 anos. 

A nomeação de Marin foi aprovada no Parlamento por 99 votos a favor e 70 contra. Ela tornou-se a terceira primeira-ministra da história da Finlândia. Dos 19 ministros de seu gabinete, 12 são mulheres. 

Marin substitui Antti Rinne, também um social-democrata, que renunciou na semana passada depois de perder a confiança do Partido de Centro, que integrava a coalizão de governo. Ele perdeu apoio parlamentar após sua atuação durante a greve dos Correios, que rapidamente se espalhou para outros setores da economia.

"Nunca pensei em minha idade ou sexo. Penso nas razões pelas quais entrei na política e nas coisas pelas quais conquistamos a confiança do eleitorado", disse a nova premiê. 

Sanna Marin foi criada por sua mãe e a namorada e disse que sua "família arco-íris" mostrou a ela a importância da "igualdade e dos direitos humanos". 

Os social-democratas assumiram o governo em junho, depois de derrotar o partido anti-imigrante finlandês de extrema direita nas eleições gerais de abril. 

Alguns comentaristas viram o resultado como um triunfo da sociedade liberal e igualitária da Finlândia contra um partido que procurava reduzir o número de asilados e suspender políticas para combater as mudanças climáticas.

Em uma mensagem na terça-feira no Parlamento, Marin insistiu no objetivo de recuperar a confiança de seu partido. "Prometemos ao povo finlandês uma mudança e agora devemos cumprir essa promessa", afirmou./ AFP 

 

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