Vesa Moilanen/ Lehtikuva /Reuters
Vesa Moilanen/ Lehtikuva /Reuters

Finlândia nomeia Sanna Marin, a mais jovem primeira-ministra da história do país

Sanna Marin ganhou de 32 votos a 29; ela vai entrar no lugar de Antti Rinne, que renunciou após uma greve postal

Redação, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2019 | 19h43

HELSINQUE - Os sociais-democratas da Finlândia escolheram neste domingo, 8, a ministra dos Transportes Sanna Marin, de 34 anos, para se tornar a mais jovem primeira-ministra do país, já na próxima semana. As eleições aconteceram após a renúncia do então premiê Antti Rinne, na última terça-feira, 3.

Rinne renunciou depois que membros do Partido do Centro, que fazia parte da coalizão pró-governo, irem a público declarar que haviam perdido a confiança nele ao lidar com uma greve postal, que rapidamente se espalhou para outras indústrias, como a companhia aérea Finnair. 

De acordo com o Helsingin Sanomat, o maior jornal da Finlândia, e o tablóide Ilta-Sanomat, a escolha de Marin como primeira-ministra é um feito inédito no país nórdico de pouco mais de 5,5 milhões de habitantes. Ela ganhou com um total de 32 votos. Seu rival teve 29.   

Quem é Sanna Marin?

Marin é a atual vice-presidente do Partido Social Democrata e também é parlamentar desde 2015. Ela já atuou como ministra da Comunicação e ocupava até hoje o cargo de ministra dos Transportes. A última etapa agora envolve a aprovação do nome da jovem no Parlamento, o que já é dado como certo pelo partido.

Além de comandar o país, ela também terá grandes desafios pela frente. Como a Finlândia ocupa a presidência rotativa da União Europeia, Marin deve se apresentar rapidamente ao Conselho Europeu não apenas para presidir as próxima reuniões, como também para defender os interesses de seu país. A próxima reunião da Cúpula de Bruxelas, na Bélgica, já está marcada para ocorrer na próxima semana, entre os dias 12 e 13 de dezembro.

Outro desafio para Marin será conseguir reunir os partidos social-democratas da Finlândia. Com a renúncia de Rinne, o Partido do Centro se retirou da coalizão pró-governo que formava com partidos menores, porém estratégicos, como é o caso dos Verdes, da Aliança de Esquerda e do Partido Popular Sueco da Finlândia.

No entanto, tudo indica que o campo será favorável para a jovem. Ainda neste domingo, os social-democratas e outros partidos da coalizão disseram que vão continuar comprometidos com o plano de governo, eleito em abril de 2019. E, mesmo com as recentes baixas, o governo ainda terá uma maioria confortável de 117 assentos - de um total de 200 -, no Eduskunta, nome dado ao Parlamento finlandês. 

Rinne também não sairá totalmente de cena. A ideia é que o ex-premiê continue no governo, agora como vice-presidente do parlamento. Enquanto a informação não se confirma, fontes dentro do Partido Social Democrata já disseram que ele segue como o presidente do partido. / REUTERS e AP

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