Finlândia revê legislação de armas após massacre em escola

Adolescente que matou oito ganha site de simpatizantes e entra para ranking dos 40 assassinos mais influentes

Agências internacionais,

09 de novembro de 2007 | 11h14

A Finlândia decidiu nesta sexta-feira, 9, endurecer suas políticas para armas depois que um jovem de 18 anos matou seis colegas e dois funcionários de sua escola esta semana.   Veja também: Suposto atirador queria fazer seleção natural Vídeo do suposto atirador  Veja as imagens  "O gabinete está pronto para concordar com uma proposta que prevê que menores de 18 anos só podem usar uma arma sob monitoramento de pais ou de adultos", afirmou a porta-voz Sanna Kangasharju. A Finlândia resistia a planos da União Européia (UE) de limitar a posse de armas a maiores de 18 anos no continente. Os finlandeses a partir de 15 anos têm o direito de possuir e usar armas sozinhos. No mês passado, Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos, obteve uma licença para uma arma de calibre 22, usada para realizar o massacre de quarta-feira. A Finlândia, onde a caça é um hobby comum, tem a terceira maior proporção de armas per capita do mundo.   A polícia finlandesa informou na quinta-feira o adolescente disparou 69 vezes de maneira aleatória antes de tentar incendiar o colégio. Oficiais informaram ainda que as oito vítimas - quatro garotos, duas meninas, a enfermeira e a diretora da escola - foram mortas ou com tiros na cabeça ou acima da cintura. Algumas das vítimas de Auvinen receberam até 20 disparos.   De acordo com colegas e professores, o jovem Pekka-Eric Auvinen era considerado um aluno brilhante e apaixonado pela história das revoluções, principalmente a russa - os investigadores acham que a data escolhida por ele, 7 de novembro, tenha relação com os 90 anos da tomada do poder pelos bolcheviques, em 1917. Admirador de Hitler e Stalin, não escondia de ninguém a paixão também pelas armas de fogo. Outro detalhe considerado importante pela polícia, e que pode ajudar a encontrar os motivos da chacina, foi a revelação de alguns alunos e professores de que Auvinen era constantemente humilhado pelos colegas de escola.   Falsa ameaça   Nesta sexta, cerca de 1.300 alunos de um instituto de bacharelado de Kirkkonummi, no sul do país, foram retirados após aparecer na internet uma ameaça semelhante à feita pelo estudante que matou oito pessoas. A maioria di grupo retornou às salas após comprovar que se tratava de uma ameaça infundada, informou a televisão nacional YLE.   Responsáveis policiais qualificaram estes rumores de "lamentáveis" e pediram aos pais que tentem evitar que os filhos propaguem o medo através da rede.   Um usuário criou um grupo de simpatizantes do assassino finlandês no site de relacionamentos Facebook que chegou a ter 50 membros antes de ser retirado da rede na madrugada passada, informou o jornal Helsingin Sanomat.   Segundo o jornal, Pekka-Eric Auvinen foi incluído também no site de uma organização que reúne informações sobre os 40 assassinos em série mais influentes da história.  

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