Fisher, do Fed, diz que é cedo para aumentar juros

É muito cedo para o Federal Reserve (banco central norte-americano) começar a pensar em aumentar as taxas de juros, apesar do fortalecimento da economia dos EUA, afirmou neste domingo, Richard Fisher, presidente regional do Fed de Dallas.

Agência Estado

04 de maio de 2014 | 12h53

Ainda assim, na entrevista à TV Fox News, Fisher manteve a perspectiva otimista. Ele disse que a fraqueza econômica do país no primeiro trimestre, uma quase estagnação com alta de 0,1% no PIB, deveu-se a "eventos pontuais" relacionados ao clima. Citando relatório divulgado sexta-feira que mostrou uma geração de 288 mil postos de trabalho, Fisher disse que a tendência de recuperação deve continuar.

"Nós esperamos, eu certamente, receber mais números como esses que temos visto", disse o presidente regional. "Estamos nos movendo na direção certa."

Questionado sobre o momento adequado para eventuais aumentos das taxas de juros, Fisher disse que era cedo demais para começar o debate. Ele observou que o Fed está gradualmente enxugando suas compras de títulos, tendo reduzido a US$ 45 bilhões por mês, na última reunião de política monetária em abril.

"Eu, particularmente, espero que nós acabemos com esse programa em outubro. Esse é o primeiro passo", disse ele. "Então nós temos que ver como a economia estará reagindo, incluindo os dados mais amplos de desemprego, antes de podermos falar sobre como alterar a taxa de curto prazo."

"Eu vou fazer esta previsão: em algum momento nos próximos 100 anos, as taxas de juros vão subir", brincou Fisher.

O Fed mantém as taxas efetivamente em zero desde dezembro de 2008 . Também comprou cerca de US$ 3 trilhões em hipotecas e títulos do Tesouro para ajudar a reanimar a economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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