Fita liga Bin Laden ao Iraque, diz Powell

O secretário de Estado Colin Powell disse a um comitê do Senado que o que parece ser uma nova mensagem de Osama bin Laden mostra por que o mundo precisa se preocupar com os laços do Iraque com o terrorismo.Powell afirmou ter lido a transcrição "do que Bin Laden - ou quem acreditamos seja Bin Laden -" dirá na noite desta terça-feira na estação árabe por satélite Al-Jazira. "Mais uma vez ele fala do povo do Iraque e fala sobre a luta deles, e como ele está em parceria com o Iraque".O editor-chefe da Al-Jazira, Ibrahim Hilal, disse à Associated Press que sua estação não possui tal fita. E Powell, quando perguntado por um repórter sobre a negativa da estação, recusou-se a fazer comentários.O secretário advertiu anteriormente ao Comitê Orçamentário do Senado que "essa ligação entre terroristas e Estados que estão desenvolvendo armas de destruição em massa não pode mais ser desprezada ou ignorada".Numa audiência em separado, o diretor da CIA, George Tenet, disse que ele, também, estava a par de que haveria uma nova mensagem de Bin Laden, mas explicou ao Comitê de Inteligência do Senado que desconhecia seu conteúdo.O secretário de imprensa da Casa Branca, Ari Fleischer, perguntado sobre a questão, disse que Powell "condensou o que temos ouvido - com precisão. Acho que isso é algo sobre o que vocês vão ouvir mais". Ele destacou que Powell "não teria dito o que disse se não tivesse base para fazê-lo".Pressionado para dizer se a administração tinha realmente tido acesso à mensagem ou à sua transcrição, Fleischer replicou: "Não posso dizer a vocês a forma precisa do conhecimento sobre isso".Foi a segunda vez em que Powell comparece ao Senado desde que fez uma apresentação no Conselho de Segurança da ONU na semana passada, quando ofereceu "provas irrefutáveis" de que o Iraque continua escondendo armas de destruição em massa.Parlamentares têm aplaudido a performance de Powell na ONU, mas muitos democratas ainda não estão convencidos de que a guerra seja necessária, particularmente se aliados-chave dos EUA continuarem contra ela.

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