Florença se prepara para protesto antiglobalização

Mais de 100 mil ativistas contra a guerra são esperados nesta semana na cidade italiana de Florença, para um encontro antiglobalização que culminará com uma demonstração em massa contra o possível ataque dos EUA ao Iraque.O encontro será o maior teste de paciência e treinamento para a polícia italiana, ainda abalada pelos confrontos do ano passado durante a reunião do Grupo dos Oito (G-8) em Gênova, quando as forças de segurança receberam críticas por espancarem centenas de manifestantes e matarem um deles.Por mais de cinco dias, dezenas de milhares de manifestantes contra a guerra e contra a globalização devem reunir-se na cidade renascentista de Florença para fóruns e discussões, com o objetivo de unir diferentes grupos antiglobalização em todo o continente.O encontro, chamado de Fórum Social Europeu, tem como modelo o Fórum Social Mundial que ocorre anualmente na cidade brasileira de Porto Alegre.A marcha contra a guerra no dia 9, que espera reunir entre 100 mil e 150 mil manifestantes, promete ser a maior dor de cabeça para a segurança. Mas os protestos começarão no dia 6, quando os manifestantes antiguerra farão uma manifestação diante de uma base militar dos EUA, perto de Florença.A demonstração deverá ser simbólica e durar apenas duas horas, mas é provável que leve a vários dias de muita tensão na normalmente tranqüila Toscana.Os organizadores disseram repetidamente que a manifestação será pacífica, mas também destacaram que ninguém pode impedir que pequenos grupos violentos provoquem distúrbios.

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