Photo by Luis ROBAYO / AFP
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Fluxo de desalojados colombianos e refugiados venezuelanos sobrecarrega serviços na fronteira

Em alguns casos, ambos disputam lugares nas filas por alimentos e hospitais ou por lugares em praças

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 12h36

BOGOTÁ - Milhares de colombianos desalojados pelo conflito com o Exército de Libertação Nacional (ELN) têm se juntado aos refugiados venezuelanos que fogem da crise no país vizinho na cidade de Cúcuta, na fronteira. Em alguns casos, ambos disputam lugares nas filas por alimentos ou por lugares em praças.

“Em algumas áreas as duas crises ficam bastante evidentes”, disse à Thomson Reuters Foundation Jozef Merkx, chefe da agência da ONU para refugiados na Colômbia (Acnur). 

Hospitais e escolas na região sofrem com o aumento da demanda provocado tanto pelos desalojados internos quanto pelos venezuelanos, principalmente nos Departamentod de Catatumbo e Guajira. 

“O fluxo é grande demais. A junção de refugiados do conflito e da Venezuela estafou os serviços públicos da região, disse Christian Visnes, diretor da agência de refugiados da Colômbia. “A combinação é perigosa porque pode levar ao aumento da xenofobia.”

Casos isolados de discurso de ódio contra imigrantes venezuelanos têm sido registrados no Equador e no Brasil. No começo da semana,  a ONU alertou que atos de xenofobia, mesmo que isolados, são preocupantes. 

Mais de 600 mil venezuelanos estão legalizados na Colômbia, mas o número total de imigrantes chega a 1,1 milhão. 

“Ainda há muito para se fazer para a integração econômica e social dessas pessoas”, acrescentou Merkx. “O acesso mercado de trabalho deve ser mais efetivo.” / REUTERS

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