Fluxo migratório se deve a fracasso político, diz Letta

As ondas de imigrantes que se arriscam em perigosas viagens através do Mediterrâneo para chegar à Europa são o resultado do "fracasso da Primavera Árabe", disse o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, nesta segunda-feira. O premiê pediu que as autoridades europeias revisem a política regional para o Norte de África e outros locais.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2013 | 13h33

"A política dos últimos 20 anos em relação ao Norte da África fracassou", disse Letta durante uma visita a La Valletta, em Malta.

Tragédias como o caso das 366 mortes por afogamento em Lampedusa no mês passado não se deve ao clima sazonal perigoso, mas a problemas políticos na África e no Oriente Médio.

A autoridade italiana e o premiê maltês, Joseph Muscat, reiteraram suas exigências de uma abordagem europeia mais robusta e unificada para lidar com o fluxo de migrantes e refugiados.

Essa política deve incluir a formulação de acordos com países não europeus, sobretudo a Líbia, afirmou Letta.

Muitos dos navios que transportam pessoas da Síria, Etiópia e Gana para a Itália partem da Líbia. A ex-colônia italiana tem quase 4.500 quilômetros de fronteiras terrestres, muito mais do que a Alemanha ou a França.

Malta está à beira de chegar a um acordo bilateral com Trípoli que deverá ajudar a Líbia a patrulhar suas fronteiras, afirmou Muscat. "Não podemos permitir que a Líbia seja uma democracia fracassada", disse.

Estados do norte da Europa devem nos dar o devido valor, acrescentou Muscat. "No momento, estamos fazendo mais do que os recursos realmente permitem."

Fonte: Dow Jones Newswires.

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