Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Juan Ignacio Roncoroni/EFE

FMI analisa detalhadamente medidas anunciadas pela Argentina, diz porta-voz

O decreto estabelece que até o dia 31 de dezembro os exportadores de bens e serviços precisarão pôr no país as divisas e/ou negociá-las no mercado de câmbio

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 01h40

WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) está analisando detalhadamente as medidas anunciadas neste domingo, 1º, pela Argentina, cujo Governo decretou restrições cambiais para tentar conter a escalado do preço do dólar e a fuga de divisas.

"Hoje as autoridades argentinas anunciaram medidas de gestão de fluxo de capitais com o objetivo de proteger a estabilidade cambial e os poupadores. O pessoal do FMI está analisando os detalhes das medidas", disse um porta-voz da organização em comunicado.

A fonte acrescentou que o pessoal da organização continuará em contato estreito com as autoridades nos próximos dias e reiterou que o Fundo continuará ao lado da Argentina durante o que chamou de "tempos desafiadores".

O Governo da Argentina publicou um decreto no Diário Oficial pelo qual obriga os exportadores a liquidar no mercado local as divisas obtidas nas transações externas, além de exigir uma autorização prévia para a compra de moeda estrangeira para realizar transferências ao exterior.

O decreto, que leva a assinatura do presidente Mauricio Macri, estabelece que até o dia 31 de dezembro os exportadores de bens e serviços precisarão pôr no país as divisas e/ou negociá-las no mercado de câmbio, nas condições e prazos que forem estabelecidos pelo Banco Central.

Fontes oficiais consultadas pela Agência Efe detalharam que os exportadores terão que vender no mercado local as divisas produto das suas exportações dentro de um máximo de cinco dias úteis depois da cobrança ou 180 dias depois da permissão de embarque.

O decreto estabelece também que o Banco Central determinará os casos em que as compras de divisas no mercado de câmbio e as transferências ao exterior requererão autorização prévia. EFE

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