FMI cobra mais reformas da Rússia

O FMI lamentou que o governo da Rússia não tenha aproveitado a forte recuperação econômica para acelerar seu programa de reformas, e alertou que sinais de uma "aceleração" na inflação poderão exigir taxas de juro mais elevadas. O FMI proporcionou essa avaliação na última revisão anual da economia russa. Embora reconheça que o governo do presidente Vladimir Putin faz grandes avanços na área de reforma tributária, os diretores do FMI expressaram desapontamento pelo fato de mais avanços não terem sido alcançados, particularmente no setor financeiro. Com relação a 2001, o FMI calcula que o PIB da Rússia crescerá 4%, comparado com o robusto crescimento de 7,7% registrado no ano passado, que foi resultado da elevação dos preços do petróleo e dos efeitos do enfraquecimento do rublo. "Embora destaquem importantes reformas estruturais, particularmente a reforma tributária, os diretores sentiram que as autoridades não tiraram vantagem suficiente das condições positivas para avançar na agenda de reformas estruturais", disse o FMI. "Os diretores também observaram que a recente desaceleração do crescimento e uma aceleração na inflação apontam para a necessidade de estar vigilante para ajustar a posição da política quando necessário, para preservar os recentes ganhos macroeconômicos", diz o Fundo. A estratégia econômica do governo russo para este ano "apropriadamente" tem como objetivo dar suporte ao crescimento, reduzir ainda mais a inflação e construir reservas estrangeiras, observou o FMI. "No geral, os diretores alertaram que uma grande contribuição da política fiscal será necessária para conter a inflação e aliviar o encargo da política monetária", disse o Fundo. O FMI disse que o índice de preços ao consumidor na Rússia deverá crescer para uma média de 17,6% em 2001, comparado com a média de 20,8% registrado no ano passado.

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