FMI conclui que diretor não cometeu abuso de poder

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu, por unanimidade, que o diretor-administrativo da instituição, Dominique Strauss-Kahn, não abusou de seu cargo ao manter um relacionamento sexual com uma subordinada, a húngara Piroska Nagy.Depois de examinar um relatório preparado por um escritório de advocacia, o conselho de 24 integrantes "concluiu que não houve assédio, favoritismo, ou qualquer outro abuso de autoridade" de Strauss-Kahn, segundo um comunicado do conselho. Mas o grupo afirmou também que o incidente foi "lamentável e refletiu um sério erro de julgamento" por parte do diretor. Ainda de acordo com o comunicado, o conselho "considera que este assunto está encerrado". Strauss-Kahn, por sua vez, divulgou uma nota em que disse lamentar o incidente e aceitar a responsabilidade por isso. "Eu pedi desculpas ao conselho, à equipe do FMI e à minha família", disse o diretor. Piroska Nagy era uma alta funcionária do departamento da África do FMI. Strauss-Kahn admitiu ter iniciado o romance no início deste ano. A investigação do caso representou um grande transtorno para o Fundo, que está começando a conceder novamente empréstimos para os países afetados pela crise financeira global.

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