FMI mantém a agenda e indica chefe interino

NOVA YORK

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

Um dia depois da prisão de Dominque Strauss-Kahn, o Fundo Monetário Internacional (FMI) buscou se distanciar do caso e anunciou um substituto para o seu diretor executivo. A organização também informou que, apesar da ausência de Strauss-Kahn, a agenda do fundo seguirá intacta, incluindo reuniões nesta semana na Europa sobre a crise em Portugal e na Grécia.

"Em acordo com as regras padrões do FMI, John Lipsky, primeiro vice (de Strauss-Kahn), assumirá o posto interinamente enquanto o diretor executivo não estiver em Washington (sede da entidade)", afirmou o porta-voz William Muray.

Segundo ele, Lipsky dirigiria ontem mesmo uma reunião informal do conselho na capital americana. A declaração indica que Strauss-Kahn ainda poderia voltar a exercer o cargo caso consiga provar a sua inocência na acusação de ataque sexual. Diante da crise que envolve seu líder, o FMI afirmou, por intermédio de Caroline Atkinson, sua diretora de relações externas, que não comentaria a prisão.

Essa não é a primeira vez que Strauss-Kahn se envolve em polêmica como diretor executivo do FMI. Em 2008, ele teve um relacionamento com uma subordinada. A entidade o censurou, mas não o retirou do cargo.

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