Zona Verde e base que abriga soldados americanos são alvos de ataques no Iraque

Dois morteiros caíram na Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos EUA. No mesmo momento, dois foguetes Katyusha caíram na base aérea de Balad, que abriga soldados e aviões americanos

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2020 | 14h37

Dois ataques visaram quase simultaneamente neste sábado à noite a Zona Verde de Bagdá e uma base aérea iraquiana que abriga soldados americanos ao norte da capital, informaram autoridades dos serviços de segurança.

Dois morteiros caíram na Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, atacada na terça-feira por milhares de combatentes e partidários pró-Irã, informaram autoridades da segurança do Iraque e da Zona Verde.

No mesmo momento, menos de 100 quilômetros ao norte, dois foguetes Katyusha caíram na base aérea de Balad, que abriga soldados e aviões americanos, segundo fontes da segurança no local.

De acordo com o comando militar iraquiano, os ataques não fizeram vítimas.

Logo após esses disparos, drones americanos sobrevoaram a base para missões de reconhecimento, acrescentaram as fontes.

Os Estados Unidos enviaram soldados adicionais esta semana para proteger seus diplomatas e soldados no Iraque, onde o sentimento antiamericano, alimentado pelos pró-iranianos, explodiu com o assassinato na sexta-feira em Bagdá do poderoso general iraniano Qassem Soleimani e do seu braço-direito Abu Mehdi Al Mouhandis.

Os apelos por "vingança" estão aumentando em Bagdá e em Teerã, enquanto os americanos já consideram há vários meses as facções armadas pró-Irã no Iraque uma ameaça mais perigosa do que os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Desde o final de outubro, treze ataques com foguetes atingiram os interesses americanos no Iraque, matando um americano terceirizado em 27 de outubro em uma base no centro do país.

Nenhum ataque foi reivindicado, mas Washington acusa as facções pró-Irã da Hashd al-Shaabi - uma coalizão paramilitar integrada ao Estado iraquiano - de serem responsáveis. /AFP

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