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Ataque de foguete à Embaixada dos EUA em Bagdá deixa ao menos um ferido

Diversos projéteis já atingiram os arredores ou passaram sobre a Zona Verde nas últimas semanas, mas esses ataques não resultaram em nenhuma morte

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 17h41
Atualizado 26 de janeiro de 2020 | 22h01

BAGDÁ - Pelo menos uma pessoa ficou ferida em um ataque de foguetes à Embaixada dos EUA em Bagdá neste domingo, 26, disse uma autoridade iraquiana de alto escalão à agência France-Presse, pedindo anonimato. O edifício diplomático está localizado na Zona Verde, uma área fortificada de Bagdá onde ficam todas as embaixadas e escritórios do governo.

Mais cedo, autoridades do país árabe haviam informado que cinco foguetes Katyusha tinham caído os arredores da embaixada, um dos frequentes ataques contra a instalação que se repetem sem deixar vítimas desde o aumento da tensão entre os governos de EUA e Irã no início de janeiro.

Três foguetes alcançaram direitamente a legação diplomática pela primeira vez. Um deles caiu em um café da embaixada na hora do jantar, enquanto outros dois caíram perto dali, segundo uma fonte dos serviços de segurança.

Por ora, não se sabe se o ferido é americano ou um funcionário iraquiano. As forças de segurança não informaram vítimas no primeiro momento. 

Diversos mísseis já atingiram os arredores ou passaram sobre a Zona Verde nas últimas semanas, mas esses ataques não resultaram em nenhuma morte. Algumas pessoas já ficaram feridas, assim como edifícios e veículos danificados.

Em 20 de janeiro, três foguetes Katyusha caíram perto da Embaixada dos Estados Unidos e, pela primeira vez, o governo iraquiano ordenou uma investigação do incidente, embora as autoridades ainda não tenham identificado os autores.

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Washington responsabiliza as milícias iraquianas apoiadas pelo Irã pelos ataques em solo iraquiano, em particular o grupo paramilitar Kata'ib Hezbollah, o qual acusa de realizar o ataque que matou um empreiteiro americano em 27 de dezembro no norte do Iraque.

Os ataques se multiplicaram desde que os EUA mataram o general iraniano Qassim Suleimani em um bombardeio em Bagdá na madrugada do dia 3 de janeiro. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra bases militares iraquianas que abrigavam tropas americanas. / AFP e EFE

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