Foguetes lançados de Gaza deixam 1 morto

Ação é reivindicada por grupo radical ligado à Al-Qaeda. Israel responde com ataque aéreo a território

Reuters, AP e Afp, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

GAZA

Militantes palestinos lançaram ontem o primeiro ataque letal com foguetes em mais de um ano, atingindo um trabalhador tailandês no kibutz israelense de Netiv Ha"asara, próximo da cidade de Ashkelon.

A ação ocorreu dois dias antes da visita programada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, à Faixa de Gaza e menos de uma hora depois de a número 1 da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, ter deixado a região.

O grupo radical salafista Ansar al-Sunna - acusado de manter ligações com a Al-Qaeda - assumiu a autoria do ataque, respondido por Israel com um bombardeio contra Khan Yunis, na Faixa de Gaza, que não deixou feridos. "Um colono sionista morreu. Este ataque jihadista é uma resposta à agressão contra a Mesquita Al-Aqsa, a lugares santos e ao nosso povo de Jerusalém", disse o grupo radical por meio de um comunicado.

"A ação ultrapassou a linha vermelha. Israel não pode aceitar isso. A resposta será forte e apropriada", disse o vice-premiê israelense, Silvan Shalom.

Rivalidade. Ataques semelhantes levaram as forças israelenses a atacar a Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, numa ofensiva que provocou a morte de 1.400 palestinos e 13 israelenses.

O ataque de ontem deve ter impacto na política interna palestina. O Hamas, que assumiu o controle de Gaza em 2007, havia ordenado que os grupos militantes deixassem de atacar Israel justamente para evitar uma retaliação violenta como a ocorrida há um ano.

O Ansar al-Sunna não apenas desafiou as ordens do Hamas como já atacou no passado escritórios do grupo rival palestino em Gaza.

Ontem, o ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, disse que o Hamas será responsabilizado por qualquer ataque palestino que cruze a fronteira israelense, uma vez que o grupo detém o controle formal sobre a Faixa de Gaza.

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