Haakon Mosvold Larsen/ NTB scanpix via AP
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‘Foi o dia mais feliz da minha vida’, diz Santos sobre momento em que recebeu Nobel da Paz

Presidente afirmou que desconfiança que muitos colombianos têm com relação às Farc é ‘um desafio’ a ser superado

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2016 | 09h05

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que sábado “ foi o dia mais feliz” de sua vida, após a receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo por suas tentativas de colocar um fim aos 50 anos de conflito em seu país.

Em entrevista coletiva ao lado da primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, Santos prestou uma homenagem à nação anfitriã. "O que foi obtido com as negociações não teria sido possível sem a presença da Noruega desde o primeiro dia", saudou. Momentos antes, Erna prometeu o "total apoio" de seu país à Colômbia "para aplicar o acordo de paz".

Santos se reuniu em Oslo com o presidente do Parlamento da Noruega, Olemic Thommessen, ao qual agradeceu pelo apoio. "Quero expressar minha gratidão e a de todos os colombianos ao Parlamento, ao governo da Noruega e às suas instituições por terem desempenhado um papel-chave em tudo o que a Colômbia está, felizmente, celebrando hoje", havia declarado ao chegar à sede do Legislativo em Oslo.

Na entrevista coletiva, o presidente colombiano admitiu que a "desconfiança" entre as Farc e muitos colombianos "é um desafio" o qual é preciso superar. "Quando entregarem as armas, vai-se começar a construir a confiança, de ambos os lados", antecipou.

"Desta vez, as Farc foram sérias nas negociações", e não como em outras ocasiões quando usavam a mesa de diálogo para se fortalecer, ou para ganhar tempo, explicou Santos. Agora, segundo o presidente colombiano, é essencial "encurtar o tempo entre o momento em que se assina (um acordo) e o momento em que se aplica".

As críticas ao acordo continuam numerosas. No sábado, durante a cerimônia de entrega do Nobel, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe escreveu em sua conta no Twitter que a premiação "leva à impunidade e premia o terrorismo até a última consequência de pôr em risco a democracia e a desculpa de terminar a guerra". Essas críticas "não merecem comentários", rebateu Santos. / AFP

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