Fome e frio matam refugiados no Afeganistão

O inverno rigoroso e a fome já mataram esta semana 150 pessoas, a maioria delas crianças, nos campos repletos de refugiados que abandonaram as regiões afegãs mais devastadas pela seca, informou hoje um ministro do Taleban. As mortes ocorreram nos últimos três dias nos campos da província de Baghlan, disse Maulvi Abdul Raqib, ministro do Taleban para Refugiados, em entrevista à imprensa. Entre as vítimas, havia 103 crianças. "Nossa gente está morrendo. Apelamos para a ajuda da comunidade internacional, especialmente dos países islâmicos", disse ele. Funcionários das Nações Unidas estão tentando verificar as mortes ocorridas na remota província afegã, cerca de 200 km ao norte de Cabul, capital do país. Há cerca de 100 mil refugiados nas províncias afegãs do norte e do nordeste, informou em Islamabad, no Paquistão, a porta-voz das operações da ONU no Afeganistão, Stephanie Bunker. A pior seca em 30 anos afetou 12 milhões dos 20 milhões de habitantes do Afeganisão. Mais de 500 pessoas morreram no início deste mês em Herat, no oeste, onde 80 mil refugiados vivem em campos criados pelas Nações Unidas.

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