Divulgação/Palácio de Miraflores/Reuters
Divulgação/Palácio de Miraflores/Reuters

Fonte de hospital diz que Chávez deve chegar a São Paulo 'em breve'

Segundo porta-voz do hospital, 'há contatos com o governo da Venezuela'

estadão.com.br,

15 de julho de 2011 | 15h43

Atualizado às 16h52

 

SÃO PAULO - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve chegar "em breve" a São Paulo para tratamento contra o câncer no hospital Sírio-Libanês, disse à AP, nesta sexta-feira, 15, uma fonte médica do hospital, em condição de anonimato.

 

Mais cedo, o porta-voz do Sírio-Libanês havia dito que o hospital espera a "confirmação do paciente" para um eventual tratamento de Chávez. "De fato existem contatos entre o hospital e o governo venezuelano, mas sem a confirmação do paciente ou de sua família não há nada oficial", disse um porta-voz do hospital. De acordo com ele, a confirmação é esperada para que se possa "planejar o tratamento" de Chávez.

 

O chanceler venezuelano Nicolás Maduro veio ao Brasil em viagem sigilosa, sem agenda oficial e sem anúncio de encontro no Planalto com a presidente Dilma. A presidente havia feito a oferta logo que soube que Chávez, 56 anos, se submeteu em Cuba, no mês passado, a uma cirurgia de retirada de um tumor cancerígeno.

 

O Estado apurou que o convencimento definitivo aconteceu no dia 5 de julho, terça-feira da semana passada, quando, em Caracas, foi comemorado o bicentenário da independência da Venezuela. Na ocasião, estavam presentes os presidentes da Bolívia, Paraguai e Uruguai – respectivamente, Evo Morales, Fernando Lugo e José Mujica – e de, praticamente, todos os chanceleres latino-americanos.

Após o fim do desfile, os três presidentes foram levados ao Palácio de Miraflores para um rápido encontro com Chávez. Ele agradeceu a presença dos três e fez uma saudação especial a Lugo, que se recuperou de câncer linfático após semanas de tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

 

Lugo, relatou ao Estado um diplomata venezuelano, disse a Chávez que ele deveria aceitar a oferta da presidente Dilma porque ele foi salvo pelos médicos do hospital brasileiro.

 

Com Efe e AP

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