Fonte diz que milicianos diminuirão ataques contra Israel

As facções armadas palestinas diminuirão seus ataques contra Israel com a esperança de que o Estado judeu faça o mesmo na zona autônoma de Gaza, segundo indicou à imprensa uma fonte da Presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O jornal governista "Al Ayam", editado em Ramala, informa que um encontro entre representantes dessas facções definiu que, se ocorresse um período de calma entre os dois lados, o soldado Gilad Shalit, capturado em 25 de junho por milicianos de Gaza, seria libertado.Apesar da afirmação da fonte presidencial, porta-vozes das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa - filiadas ao Fatah -, da Jihad Islâmica e do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) desmentiram neste domingo esse suposto acordo. Segundo fontes militares israelenses, os palestinos dispararam três foguetes Qassam na manhã de domingo, embora sem conseqüências. Um caiu nas proximidades da cidade Ashkelon, um atingiu um campo do kibutz Nachal Oz, e outro o deserto do Neguev.Segundo o "Al Ayam", as facções reduziriam o lançamento de mísseis contra localidades israelenses vizinhas se Israel cessasse seus ataques aéreos e por terra e soltasse as mulheres palestinas presas e os detentos que estão há mais de 20 anos reclusos. Fontes israelenses não confirmaram a proposta dos militantes palestinos, com os quais o Governo do primeiro-ministro, EhudOlmert, se nega a negociar.Um dirigente do Hamas, Osama o-Mazini, afirmou à imprensa palestina que "há um certo progresso nos contatos para a libertação" do soldado Shalit, mas, na sua opinião, não o suficiente para promover um acordo que permita sua troca pela libertação de prisioneiros palestinos.Segundo o "Al Ayam", os milicianos também exigem a suspensão do bloqueio econômico a Gaza, com 1,4 milhão de habitantes, reabrindo a passagem fronteiriça de Karni, vital para a economia da região.

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