Fonte nega que Grécia cogite eleições antecipadas

A Grécia não planeja convocar eleições antecipadas, afirmou hoje uma fonte do governo, que negou que essa iniciativa estaria sendo considerado. "Esses rumores são infundados", disse a fonte oficial. De acordo com observadores do mercado, as especulações surgiram após a notícia de que o primeiro-ministro grego, George Papandreou, e o presidente do país, Karolos Papoulias, fariam uma reunião hoje - um dia depois de o principal partido da oposição rejeitar o novo plano de austeridade do governo.

DANIELLE CHAVES, Agência Estado

25 de maio de 2011 | 12h12

Após a reunião, Papandreou reiterou a determinação do governo grego de implementar seu programa de reformas e pediu um consenso nacional para solucionar a crise financeira do país. "Nós vamos implementar essas decisões, como eu enfatizei anteriormente, com o entendimento e o consenso mais amplo possível, dentro do nosso partido, junto com outros partidos e, claro, com o povo grego", afirmou o primeiro-ministro.

Papandreou não respondeu a perguntas sobre se o governo está considerando realizar um referendo popular sobre seu programa de austeridade - uma proposta divulgada pela imprensa do país hoje. Os jornais locais afirmaram que o governo estava considerando essa opção, o que colaborou para as especulações de que a Grécia poderia convocar eleições antecipadas.

Nesta semana o gabinete de governo grego aprovou cerca de 6,4 bilhões de euros em novas medidas de austeridade para colocar o déficit orçamentário de volta no caminho certo neste ano, além de medidas para acelerar um ambicioso programa de privatizações. Mas os planos encontraram forte resistência de partidos da oposição e de sindicatos dos trabalhadores gregos. As informações são da Dow Jones.

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