Fonte: nova intervenção no iene dependerá do mercado

O Ministério das Finanças do Japão deve ficar alerta contra possíveis repiques do iene amanhã, deixando a porta aberta para mais intervenção no câmbio, depois da ação coordenada dos bancos centrais do Grupo dos Sete (G-7) que conteve a valorização da moeda japonesa na última sexta-feira.

REGINA CARDEAL, Agência Estado

20 de março de 2011 | 15h32

"Tudo depende de como o mercado vai se movimentar", disse uma fonte familiarizada com a política de câmbio do Japão. Seus comentários sugerem que o Ministério das Finanças pode ordenar que o banco central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) venda ienes se a alta da moeda for considerada excessiva.

O governo parece manter um nível elevado de vigilância, como indicavam hoje as luzes acesas na Divisão de Mercado de Câmbio, que executa as ordens de intervenção do Ministério das Finanças, embora o mercado estivesse fechado.

O iene atingiu sua máxima histórica na quinta-feira, quando o dólar caiu a 76,25 ienes. Posteriormente, a moeda norte-americana se recuperou e era negociada em torno de 79 ienes quando começou a intervenção na manhã de sexta-feira em Tóquio. Naquele dia, o iene terminou bem acima da marca de 80 ienes.

O volume preciso da intervenção é desconhecido, mas corretores estimaram que a venda conjunta de ienes ficou perto do equivalente a US$ 20 bilhões. O BOJ provavelmente fez a maior parte das vendas. O restante foi feito pelo Banco Central Europeu, o Fed, dos EUA, e os bancos centrais do Canadá, Reino Unido e outros BCs do continente europeu. As informações são da Dow Jones.

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