Fontes: há dúvidas sobre autoria de ataque na Síria

As informações de inteligência que ligam o presidente Bashar Assas e seu círculo interno a um suposto ataque com armas químicas na semana passada, que matou centenas de pessoas, não é um fato sobre o qual haja certeza, pois há perguntas sobre quem controla os estoques de armas químicas sírios e dúvidas sobre se Assad ordenou o ataque, disseram funcionários de Inteligência norte-americanos.

Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 09h48

Na quarta-feira, o presidente Barack Obama declarou que o governo sírio foi responsável pela ação, ao mesmo tempo em que preparava o terreno para um ataque militar dos Estados Unidos contra a Síria. "Nós concluímos que o governo sírio de fato realizou o ataque", disse Obama em entrevista à PBS. "E, se for assim, então há a necessidade de uma medida internacional."

Porém, vários funcionários norte-americanos usaram a frase "não é como enterrar a bola num jogo de basquete", o que significa que não se trata de um assunto sobre o qual se tenha certeza. A sentença é uma referência à declaração de George Tenet, que em 2002, quando era diretor da CIA, afirmou que a existência de armas de destruição em massa no Iraque era certa (slam dunk), de acordo com informações de inteligência. Posteriormente, provou-se que elas estavam erradas.

Relatório do Escritório do Diretor da Inteligência Nacional indica que muito provavelmente as forças de Assad não responsáveis pelo ataque químico de 21 de agosto, embora destaque lacunas no quadro das informações.

Importantes comitês do Congresso receberão informações sobre a provas do ataque nesta quinta-feira, informaram funcionários e auxiliares dos congressistas.

Esse cenário levanta questões sobre a abordagem da Casa Branca em relação ao ataque contra um subúrbio de Damasco tomado pelos rebeldes. Funcionários do governo disseram na quarta-feira que nem o Conselho de Segurança nem os temores dos aliados afetarão os planos norte-americanos de atacar a Síria.

Funcionários de Inteligência disseram que não podem indicar com exatidão a localização dos estoques de armas químicas de Assad. Essa falta de certeza significa que uma possível série de ataques com mísseis norte-americanos, com objetivo de destruir a infraestrutura militar de Assad, pode atingir estoques recém ocultos de armas químicas, provocando acidentalmente um ataque químico. Fonte: Associated Press.

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