SITE INTEL GROUP/ via REUTERS
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Força Aérea da Nigéria mata 52 refugiados por engano em bombardeio

Há agente de entidades de ajuda humanitária, como a Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteira, entre os feridos

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2017 | 15h16

ABUJA -  Pelo menos 52 pessoas morreram e outras 120 ficaram feridas ontem durante um bombardeio aéreo do Exército da Nigéria em um campo de refugiados na cidade de Rann (nordeste), informou a Organização Médicos sem Fronteiras (MSF). Segundo o governo nigeriano, o ataque ocorreu por engano e tinha como alvo rebeldes do Boko Haram. A organização estima que entre 20 mil e 40 mil pessoas vivem no campo. O número inicial de 100 mortos foi revisado horas depois. 

Fontes da Cruz Vermelha nigeriana asseguraram que 6 de seus funcionários morreram e outros 13 ficaram feridos no ataque aéreo.

O porta-voz do governo nigeriano, Femi Adesina, expressou, em nome do presidente Muhammadu Buhari, suas condolências às famílias dos mortos no incidente, que qualificou de “lamentável erro operacional”.

Segundo explicou o comandante da operação, general Lucky Irabor, em entrevista coletiva na cidade de Maiduguri (norte da Nigéria), o ataque militar começou pela manhã após a informação de que na região se encontravam terroristas de Boko Haram. “Infelizmente, o ataque ocorreu, mas outros civis que estavam nos arredores da área foram atingidos”, lamentou o comandante.

O acampamento de deslocados internos de Rann encontra-se situado muito perto da fronteira com Camarões, no Estado de Borno, um dos alvos frequentes do grupo jihadista Boko Haram.

“Este ataque em grande escala contra pessoas vulneráveis, que já fugiram da violência extrema, é traumático e inadmissível”, criticou o diretor de operações da MSF, Jean-Clément Cabrol, em comunicado. / EFE

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