Força Aérea dos EUA exclui Boeing de novos contratos

A Força Aérea dos EUA baniu a Boeing de novos contratos para lançamento de satélites, como punição pelo fato de a empresa ter roubado informações confidenciais de uma concorrente. A Força Aérea também retirou da Boeing os contratos para sete satélites de uso militar, no valor de US$ 1 bilhão; eles foram transferidos para a Lockheed Martin, de acordo com o subsecretário da Força Aérea, Peter Teets. "A Boeing é responsável e deverá ser responsabilizada pelas ações de seus funcionários. Nós não podemos tolerar nada além de completa honestidade em nossos processos de licitação", acrescentou Teets. Segundo ele, uma investigação da Força Aérea concluiu que a Boeing "cometeu violações sérias e substanciais de leis federais" ao roubar informações da Lockheed Martin durante o processo de licitação para um contrato de US$ 1,88 bilhão para satélites, em 1998. Independentemente da investigação da Força Aérea, a Lockheed Martin está processando a Boeing. Os contratos para satélites estarão suspensos até que a Força Aérea esteja satisfeita com mudanças no comportamento da Boeing e compensações pelas irregularidades cometidas. "Estamos extremamente decepcionados com as circunstâncias que levaram à ação de nosso cliente, mas entendemos a posição da Força Aérea, de que comportamento aético não será tolerado. Nós pedimos desculpas por nossas ações. Continuaremos a trabalhar com a Força Aérea para tratar das questões que causaram a suspensão", disse em comunicado o executivo-chefe da Boeing, Phil Condit.

Agencia Estado,

24 Julho 2003 | 19h59

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.