Força da ONU poderá ser laboratório para outra semelhante na Faixa de Gaza

O ministro de Relações Exteriores da Itália, Massimo D´Alema, disse ao jornal israelense "Ha´aretz" que, se a Força Interina da ONU no Líbano (Finul) for bem sucedida, outrasemelhante pode ser criada para atuar na Faixa de Gaza. D´Alema, esta semana, se reuniu em Roma com a chanceler israelense, Tzipi Livni, para discutir a participação da Itália na Finul. Ele afirmou ao jornal israelense que "a política agressivados Estados Unidos no Oriente Médio, apoiada por Israel, fracassou". A Itália e a União Européia (UE) devem provar aos israelenses que só uma intervenção internacional pode garantir a segurança, acrescentou o diplomata. Os italianos vão contribuir com a Finulenviando 3 mil soldados. Os ministros de Relações Exteriores da UE deverão se reunir nesta sexta-feira em Bruxelas com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Eles vãodiscutir a ampliação da Finul de 2 mil para 15 mil homens. A força, que atua desde 1978 no Líbano, será ampliada de acordo com a recente resolução 1.701 do Conselho de Segurança, que estabeleceu ocessar-fogo entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah. D´Alema disse que, ao contrário do que desejavam os israelenses, a Finul não vai desarmar os guerrilheiros fundamentalistas do Partido de Deus. As tropas vão apenas cooperar com o Exército doLíbano na tarefa. O ministro italiano considerou "simplista" a descrição do Hezbollah como uma organização terrorista. "Se fosse só um pequeno grupo terrorista, não gozaria do apoio de tantos libaneses", argumentou. Livni declarou a jornalistas israelenses que Annan, com quem se reuniu dias atrás em Nova York, anunciará em Bruxelas que já tem de 6 a 7 mil soldados para a Finul. Ela impugnou a participaçãode tropas da Indonésia, Malásia e Bangladesh, que não reconhecem o Estado de Israel.

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