Força deve ser último recurso, diz Dilma sobre Síria

BRASÍLIA - Dias depois de o Brasil ter atuado decisivamente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por uma declaração presidencial (e não uma resolução, opção mais contundente defendida por norte-americanos e europeus) condenando o regime da Síria, a presidente Dilma Rousseff reiterou que o País acredita "no valor do diálogo".

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

08 de agosto de 2011 | 15h10

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"Somos uma área livre de armas nucleares que acredita no valor do diálogo. O uso da força deve ser sempre o último recurso e sua autorização deve apoiar-se em consenso internacional, plural e representativo", discursou a presidente, durante almoço oferecido no Palácio do Itamaraty ao primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.

O comentário de Dilma ocorre justamente no momento em que o regime do sírio Bashar Assad sofre isolamento e que a comunidade internacional discute que medidas devem ser tomadas contra ele. A Arábia Saudita, uma das potências regionais do Oriente Médio, retirou seu embaixador de Damasco. A declaração presidencial aprovada na semana passada pedia o fim de "toda a violência" a "todos os lados".

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