Força ONU-UA em Darfur inicia suas operações em 31 de dezembro

A data marcará a cerimônia de transferência de autoridade com soldados em missão de paz

Efe

29 de dezembro de 2007 | 07h11

A nova missão conjunta da ONU e da União Africana em Darfur (Unamid) assumirá formalmente o controle de operações dia 31 de dezembro, durante uma cerimônia em El Fasher, capital de Darfur Norte, informou a organização. O desdobramento de uma força "híbrida" foi autorizado pelo Conselho de Segurança dia 31 de julho. Ela vai substituir a missão da União Africana no Sudão (Amis). Serão cerca de 20 mil soldados e mais de 6 mil policiais e pessoal civil. Mais de 9 mil soldados já atuam na região com a Amis, uma missão aprovada em 2004 com o objetivo de pacificar Darfur. A ONU lembrou que mais de 50 soldados da União Africana morreram desde o início das operações. Doze deles foram mortos num ataque na localidade de Haskanita, no sul de Darfur, em setembro. Na cerimônia de transferência de autoridade, as tropas da União Africana trocarão suas boinas verdes pelas azuis, que caracterizam os soldados das missões de paz da ONU. O mandato do Conselho de Segurança para a Unamid inclui a proteção de civis onde for possível, a ajuda humanitária e a formação de um ambiente de segurança que favoreça a paz. Hoje há batalhões de infantaria em Darfur, procedentes de Ruanda, África do Sul, Nigéria e Senegal, além de forças policiais e com outras funções de mais de 25 países. Outros militares e policiais do Egito, Paquistão, Etiópia e Nepal deverão chegar nos próximos dois meses, explicou a ONU num comunicado de imprensa. Funcionários da organização advertiram no entanto que ainda falta equipamento para o apoio das tropas, especialmente helicópteros. Mais de 200 mil pessoas morreram em Darfur e outros 2,2 milhões se viram obrigados a fugir de suas casas para sobreviver como refugiados internos ou nos países vizinhos do Chade e República Centro-Africana. A crise de Darfur começou em janeiro de 2003, quando o Movimento de Libertação do Sudão e a Organização pela Igualdade e a Justiça se rebelaram contra as milícias Janjaweed, apoiadas pelo Governo central.

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