Força pró-somali mataram cerca de 500 soldados islâmicos

Forças pró-governo somali mataram cerca de 500 soldados islâmicos, a maioria de origem eritréia, em dois dias de intenso combate, informou o embaixador da Somália na Etiópia neste domingo. Não há nenhuma confirmação independente do número de mortos. No entanto, agências de apoio informaram que dezenas de pessoas morreram. O embaixdor Abdikarin Farah, disse à repórteres em Adis-Abeba que 10 soldados do governo morreram e 13 ficaram feridos. Ele acrescentou que 280 combatentes inimigos foram capturados e permanecem presos, alguns deles do Paquistão, Afeganistão e Sudão.Guerra Declarada O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, confirmou que seu país entrou em guerra contra forças "terroristas" da vizinha Somália, anunciou em mensagem pela televisão. A declaração de Zenawi acontece horas depois de aviões de combate etíopes atacarem posições dos milicianos islâmicos da Somália e das forças de defesa lateral da Etiópia combaterem em quatro pontos diferentes do país vizinho, segundo informações oficiais. "Nossas forças sairão da Somália quando terminarem sua missão",afirmou Zenawi.Segundo o líder etíope, no poder desde 1995, "as forças de defesa da Etiópia foram forçadas a entrar em guerra para proteger a soberania do país e resistir aos repetidos ataques dos tribunais islâmicos terroristas". Os tribunais islâmicos da Somália controlam a capital,Mogadíscio, desde junho passado, assim como grande parte do centro e do sul do país, zonas que conquistaram durante o primeiro semestre deste ano em combates contra "senhores da guerra". O governo de transição da Somália está concentrado em Baidoa, 245 quilômetros ao noroeste de Mogadíscio, e conta com o respaldo político internacional e o apoio militar da vizinha Etiópia. A Etiópia mantém mais de 10 mil soldados na Somália, segundo especialistas regionais, mas até agora o governo de Adis-Abeba só reconhecia que tinha ali centenas de efetivos que cumpriam missões de assessoria e treinamento militar. Em sua mensagem pela televisão, Zenawi reconheceu pela primeira vez que suas tropas estavam lutando junto com forças do governo de transição para responder aos ataques contra as autoridades que estão em Baidoa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.