Força síria barra acesso de missão da ONU em área de massacre

Missão tenta visitar Al-Koubeir, onde mais de 70 morreram em suposto massacre cometido pelo exército

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2012 | 09h34

GENEBRA - Os observadores da ONU na Síria não estão sendo autorizados a chegar à Al-Koubeir, onde nessa quarta-feira, 6, um novo massacre teria sido cometido. Em um comunicado, a missão da ONU alerta que o exército sírio tem impedido que os soldados da entidade tenham acesso ao local, onde o número de vítimas poderia ser de mais de 70.

 

O chefe da missão, o general Robert Mood, chegou a indicar que, em alguns casos, os observadores foram afastados da região pelos militares.

 

O massacre foi condenado pela Europa e Estados Unidos e deve colocar uma pressão extra sobre o governo de Bashar Al Assad. Dados da oposição alertam que 22 crianças e 20 mulheres estão entre as vítimas e que os suspeitos formam parte de milícias que apoiam o governo.

 

Na tarde desta quinta-feira, 7, o mediador da ONU, Kofi Annan, se reúne com o Conselho de Segurança, em Nova Iorque, para tratar da crise síria.

 

Há uma semana, o vilarejo de Hula foi alvo de um massacre parecido, com 108 vítimas. A ONU aprovou uma investigação, que já está sendo conduzida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Naquela ocasião, foi justamente a presença de observadores da ONU que levantou a suspeita de que o governo seria o responsável pelo massacre.

 

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